#DrinkPort. Afinal o que é e como se bebe o Vinho do Porto?

25 fevereiro 2021

Vinho do Porto. É um dos mais emblemáticos produtos portugueses e, seguramente, uma das maiores bandeiras do país. A sua qualidade e carácter único são reconhecidos em todo o Mundo. A produção de Vinho do Porto está fortemente enraizada na nossa principal propriedade, a Quinta do Convento de São Pedro das Águias, de onde sempre saíram vinhos muito especiais. Hoje, 50% da produção continua a ser dedicada a este vinho. Mas, se é verdade que o Vinho do Porto é tradição e história, subsistem também muitas questões associadas a este produto, relacionadas com o processo e até com o seu consumo.

Afinal o que é o Vinho do Porto?

É um vinho licoroso, feito a partir das castas emblemáticas do Douro, na mais antiga região de vinhos demarcada do mundo. [MSM1] Os processos tradicionais de viticultura e vinificação mantêm-se e, numa fase inicial, o processo do Vinho do Porto é semelhante ao de um vinho de mesa. A principal distinção começa quando se interrompe a fermentação, ao adicionar-se aguardente vínica ao mosto. O elevado teor alcoólico da aguardente (quase sempre 77 % vol.) faz com que as leveduras, os micro-organismos responsáveis pela fermentação alcoólica, não sobrevivam. É assim travado o mecanismo natural de transformação do açúcar em álcool. Em seguida, o vinho segue para o estágio ou envelhecimento em madeira. É este processo de adição de aguardente que faz com que o Vinho do Porto venha a ter um grau alcoólico elevado (19 a 22% vol.). O teor de açúcar também é mais alto do que o de um vinho de mesa, por exemplo, porque a interrupção da fermentação permite preservar a doçura naturalmente presente nas uvas.

Que estilos de Vinho do Porto existem?

Existem, fundamentalmente, duas famílias de Vinho Porto: Ruby e Tawny[MSM1] . Existem também categorias de Porto brancos e rosés, embora com menor representatividade. Os Ruby e Tawny resultam de processos de envelhecimento distintos:

Porto Ruby: são vinhos que envelhecem entre 2 a 3 anos em carvalho, sendo por isso sujeitos a uma oxidação breve, preservando as características primárias, nomeadamente um aroma a fruta intensa. No caso dos LBV (Late Bottled Vintage), o estágio em carvalho é entre 4 a 6 anos. Geralmente, os Porto Ruby têm uma cor intensa, profunda, à semelhança dos vinhos tintos jovens. Nesta categoria incluem-se os Ruby, Ruby Reserve, Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage.  Nas suas categorias mais nobres, que resultam de colheitas excecionais, como é o caso dos Vintage, o potencial evolutivo revela-se depois na garrafa, com a qualidade da fruta e a estrutura a garantirem, ao longo os anos (décadas e mesmo... séculos!), níveis de verdadeiro requinte.

Porto Tawny: são vinhos envelhecidos em madeira por períodos mais longos, dando origem a referências várias, como blends com idades médias de 10 anos, 20 anos, 30 anos, 40 anos... Também pode ser um Colheita, isto é, um vinho originário de uma única vindima. Após o envelhecimento, quando engarrafado, um Tawny está pronto para ser consumido. Os níveis de complexidade são fantásticos, graças à oxidação lenta alcançada no estágio em madeira. Daí os seus aromas evoluírem para notas de frutos secos, mel e especiarias, variando intensidade e complexidade conforme a idade do vinho. A sua cor geralmente pode ir desde um tinto-alourado a um alourado-claro, igualmente como resultado da sua evolução oxidativa. 

Como se definem os Porto Kranemann?

Na Kranemann Wine Estates, atualmente, produzimos apenas as categorias Tawny e Ruby. Procuramos, essencialmente, que os Porto honrem a tradição da Quinta do Convento de São Pedro das Águias a o terroir do Vale do Távora, onde o clima mais fresco e a qualidade das uvas garantem atributos de grande equilíbrio e frescura. Refinamento será a palavra chave. Os nossos Ruby, por exemplo, guardam a riqueza da fruta e a estrutura típica do Douro, mas revelam essa espinha dorsal característica do Vale do Távora, uma acidez muito particular que confere grande equilíbrio ao conjunto. Nos Tawny, esse mesmo balanço entre doçura e acidez, conjugado com as camadas de complexidade alcançadas ao longo do envelhecimento na madeira, tem igualmente vindo a revelar vinhos únicos.

Quando beber um Vinho do Porto?

A resposta pode ser... quase sempre! É comum a ideia associada a um imaginário de consumo mais clássico, em que um Vinho do Porto se serve quase exclusivamente em momentos sociais de celebração, num cálice. Contudo, o potencial de harmonização dos diferentes perfis de Porto é fantástico, seja em mesas de bolos, doces e frutos secos (aqui os Tawnys ocupam um lugar especial), com chocolates (Rubis, em particular os Vintage[MSM1]  ou LBV...), ou em pairings com os mais diversos queijos (consoante o tipo de queijo, as possibilidades de harmonização são diversas e verdadeiramente surpreendentes). Também não são inéditas as harmonizações de refeições completas, desde as entradas aos pratos principais de peixe e carne, até às sobremesas, sempre com vinho do Porto!

Arrisque novas experiências, honrando um vinho que é pura história e tradição.

#DrinkPort